quinta-feira, 21 de junho de 2007

Inacreditável! Hoje, 2007, século XXI, ainda se pensa que ser-se apelidada de "feminista" é um insulto. Não é. Todas as mulheres e homens que lutam pelos direitos humanos das mulheres e pelo gozo das suas liberdades e direitos fundamentais são feministas, quer queiram ou não. É isso que é ser feminista. Outro inacreditável: confundir igualdade de género, neste sentido, com igualitarismo primário, fabricação de pessoas em série. A igualdade de que falo, no seu sentido político compreende a diferença, mas não a considera inferior, antes a valoriza. Outro incrível: feminismo não é nem nunca foi o contrário de machismo. Machismo é o controlo sobre as mulheres, feminismo é, como disse Simone de Beauvoir "Não queremos controlar a vida dos homens, mas tão só a nossa própria vida". Mais, muitos homens gostam de viver com feministas, mulheres independentes, com pensamento próprio e auto-confiança e suficiência. Já agora, as mulheres não querem tratamento especial, pois respeito e dignidade é direito de todas as pessoas. Educação também. As mulheres querem liberdade de escolher o seu projecto vida, de aceder a todas as profissões, de ganhar o mesmo salário por trabalho equivalente, de partilhar as tarefas de casa e o cuidado dos filhos, e acima de tudo de ser quem são, individualmente, sem se lhes impor um papel social fixo e semi-idiota. E, se muitas não o querem, é porque nesta sociedade isso não lhes parece possível e lhes é prejudicial. O que é excessivamente triste num mundo que se quer justo, democrático, humano. Esta igualdade na diferença é possível, desejável e segue os princípios e valores de todas as sociedades Ocidentais. Para todos e todas

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